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Curso de Graduação em História

MANIFESTO PÚBLICO DO SEMINÁRIO ESTADUAL REALIZADO PELA ANPUH/PR SOBRE A BNCC

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A HISTÓRIA E O HISTORIADOR NO MUNDO ATUAL

 

As visões mais comuns relativas ao trabalho do historiador e ao que seja a ciência histórica são bastante simplificadores a estão muito distantes da atividade real dos profissionais desta área. Na maior parte dos casos, o historiador é visto como um profissional que se dedica exclusivamente ao passado, geralmente um passado remoto e distante da realidade cotidiana, e portanto pouco útil para compreender o mundo em que vivemos. A expressão “a história é ciência que estuda o passado” expressa em grande medida esta visão simplória. Ao mesmo tempo, muitos acreditam que o campo de atuação do profissional de História restringe-se à docência, como se o ensino fosse a única dimensão da atividade do historiador. Pretendemos demonstrar, com base em algumas experiências recentes do curso de História da Unioeste , que a atividade do historiador é muito mais ampla e que não se restringe ao tempo passado, mas ao contrário, tem como questão fundamental a articulação entre passado, presente e futuro.


Um profissional capacitado para diferentes atividades

As discussões atuais em torno da profissão do historiador ressaltam a necessidade de compreender que a profissão do historiador é constituída por diferentes dimensões que se articulam. Desta forma, o historiador é o profissional capacitado para lecionar a disciplina de História, mas é também capacitado para conduzir projetos de pesquisa, gerir museus, arquivos e centros de documentação, coordenar ou assessorar projetos culturais os mais diversos, atuar junto à administração pública ou prestar assessoria a sindicatos, empresas, ONGs e entidades as mais diversas.

O Projeto Político Pedagógico, que fundamenta a organização e o currículo do curso de História expressa esta perspectiva, em diferentes momentos. Primeiro ao propor “uma formação aberta e plural, que propicie um contato do acadêmico com autores e produções das diferentes linhas historiográficas, que possibilite a ele entrar em contato com as diferentes concepções epistemológicas, metodológicas e ideológicas da produção historiográfica”. Em consequência desta perspectiva, considera necessário “propiciar ao académico uma vivência no que se refere à pesquisa, considerada algo indissociável da formação requerida”. Por último, aponta uma vasta gama de atividades que podem ser desempenhadas pelo historiador, em diferentes espaços, “nos museus, principalmente com a importância dada aos serviços educativos nesses estabelecimentos, nos centros de documentação, em projetos ligados à memória e ao património, na produção cultural e na mídia, etc.”.

Esta concepção levou a uma estrutura curricular com disciplinas de características variadas, desde aquelas direcionadas à compreensão de processos e períodos históricos específicos, passando por outras voltadas à capacitação para a docência e ainda por outras que são dirigidas à reflexão sobre as teorias e os métodos da História e para a realização de pesquisa histórica. Mas este é apenas um primeiro passo. A formação se complementa, de forma prática, através de um vasto conjunto de atividades que se organizam em torno de laboratórios e grupos de pesquisa.


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